metodologia

Os princípios metodológicos para a prática social do Instituto Fonte, seja em consultorias de processos, seja em programas de formação, são os mesmos. Partimos da premissa de que o sujeito é quem melhor conhece a situação em que vive e por isso pode ser encorajado a melhor compreendê-la e nela intervir.

A consultoria de processos difere das consultorias baseadas em produtos e expertise profissional à medida que traz o processo do cliente para o centro da intervenção. Neste caso, cabe ao profissional de desenvolvimento facilitar o encontro dos sujeitos tanto com suas perguntas, saberes e limites, quanto com os demais sujeitos presentes no espaço social em que atuam.
 

A consultoria do Fonte é orientada pelas questões que levam as pessoas a solicitar ajuda. Nossa abordagem não consiste em trazer respostas prontas, mas em apoiar grupos para que encontrem novas referências, objetivos e caminhos em conjunto. Usa-se a experiência e o conhecimento para conduzir um processo no qual as próprias pessoas elaboram novas respostas para suas questões.

As principais ferramentas do profissional de desenvolvimento – consultores associados e próximos ao Instituto Fonte – são suas habilidades sociais (como a escuta e o espelhamento), sua leitura de processos, sua capacidade de formular perguntas, de provocar diálogos, de criar confrontos e desconfortos necessários e de agir de forma a apoiar e encorajar os sujeitos a correrem riscos, tomarem decisões e criarem soluções originais para as situações em que vivem.

Nesse leque de ferramentas, a pergunta ocupa lugar de destaque em nossa prática social: formulada com interesse e responsabilidade, torna-se um poderoso instrumento para mobilizar o potencial que existe em cada ser humano. A pergunta propicia que se cogitem novos pontos de vista para se observar a situação em que se vive; ela tira o sujeito do lugar, deixando abertas outras possibilidades de caminhos, o que respostas dadas não são capazes de permitir.
 

Em virtude de haver na equipe profissionais vindos de diversas práticas sociais, diversas, também, são as possibilidades instrumentais de que os consultores se valem para facilitar os processos de desenvolvimento. Podemos incluir em alguns processos atividades artísticas, como pintar com aquarela ou cantar em coral; corporais, como movimentos de euritmia; exercícios de observação, como o olhar atento ao processo de desenvolvimento de plantas; entre outras atividades, todas com a intenção de ajudar os sujeitos no avançar de seu processo.

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